Cuide da boca e evite doenças em outras partes do corpo

Muito mais que garantir um sorriso bonito, cuidar rigorosamente dos dentes espelha saúde nos quatro cantos do organismo. E, aí, o portal por onde entram os nutrientes e de onde saem as palavras não abre alas para problemas sérios no estômago, nos pulmões e até no coração.  O blog da clínica Branemark trouxe para você os cuidados que se deve ter na boca para garantir saúde pra todo o corpo.

Quem tem boca pode ir ao céu ou ao inferno. E esse destino só depende da atenção reservada a ela no dia-a-dia. Aquelesmandamentos que a gente conhece tão bem registrados no quadro ao lado , mas nem sempre segue à risca, não são apenas indispensáveis à preservação da língua, da gengiva e de cada dente. Eles também ajudam a evitar infortúnios em outras redondezas do corpo. Sem exagero. Uma saúde bucal deficiente repercute em cheio nos vasos sangüíneos, nas articulações e em órgãos que, aparentemente, não mantêm íntimo contato com os dentes. Só aparentemente.
Não podemos enxergar a boca de maneira isolada, afirma a dentista Juliana Villalba, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo. A idéia resumida por essa frase inspirou a especialista a organizar o recém-lançado Odontologia e Saúde Geral, obra dirigida a profissionais de saúde, em especial médicos e dentistas. Ela reúne artigos científicos que exploram a relação direta entre os dentes e o resto do organismo. Juliana alerta, aliás, para a importância de o próprio dentista projetar seu olhar muito além da cavidade bucal. A princípio, o livro seria intitulado A boca também tem corpo, revela.

Basta folhear a obra para notar que a maioria dos estragos eclodidos na boca é protagonizada por uma infinidade de bactérias. Ora, a cavidade bucal é um verdadeiro Olimpo para esses microorganismos. E, justiça seja feita, nem todos eles são malignos ali existe uma flora bacteriana essencial à digestão dos alimentos, por exemplo. O problema é quando a escova e o fio dental são deixados de escanteio. Aí os micróbios nocivos, por trás das cáries, da gengivite e da periodontite, proliferam-se e levam ao caos. Mesmo em uma boca saudável, há 200 milhões de microorganismos em 1 grama de placa bacteriana, conta o periodontista Antonio Sallum, professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), vinculada à Unicamp. Se ela estiver a caminho da ruína, então, o número pode bater a casa do bilhão. E as ameaças também se multiplicam.

Se a gente mata a fome e se esquece da higiene bucal, poucas horas são suficientes para a formação da famigerada placa bacteriana. Num processo contínuo, micróbios e mais micróbios se unem para monopolizar os dentes e a gengiva. E é assim que a placa, também chamada biofilme, torna-se mais espessa, chegando às vezes ao ponto de ser vista a olho nu. Com os ventos a seu favor, as bactérias vilãs passam a subjugar as espécies do bem. A placa propicia o aparecimento de dois problemas: a cárie e a doença periodontal, diz o professor Antonio Sallum. A primeira, arquitetada pela bactéria Streptococcus mutans, mina aos poucos o próprio dente. Mas a segunda, que começa como uma gengivite e evolui para uma periodontite, é mais assustadora. Ela detona toda a estrutura que liga o dente à gengiva e ao tecido ósseo.

A doença periodontal é mais assustadora, porque a cárie provoca dor e ela não. No começo, só produz sangramentos na gengiva, alerta Sallum. Ou seja, poucos lhe dão a devida atenção. São mais de 100 tipos de micróbios envolvidos com a patologia, que, se não tratada a tempo, faz os dentes desabarem. Ela é silenciosa e suas bactérias são mais agressivas, afirma a periodontista Elaine Escobar, professora das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo. De cair o queixo também é a estimativa da incidência do problema no país. Oito em cada dez brasileiros adultos têm desde uma gengivite até seu estágio avançado, a periodontite, conta Elaine.

As bactérias traiçoeiras fazem das lesões na gengiva e da corrosão do espaço entre dente e osso o seu portão de embarque para a corrente sangüínea. Alguns tipos mais terríveis compram, então, o bilhete para viajar até o coração, onde simplesmente estacionam. A doença periodontal aumenta o risco de problemas cardiovasculares, constata Elaine. Pior ainda para quem já tem um defeito em uma válvula cardíaca, por exemplo esse sujeito fica, então, tremendamente suscetível à endocardite. Quando vamos ver, de cada dez pacientes com essa doença, de alta mortalidade, quatro ou cinco têm as bactérias na cavidade bucal, calcula a cirurgiã- dentista Itamara Neves, do Instituto do Coração de São Paulo (INCOR).

Outra constatação recente é que pessoas com níveis de colesterol e triglicérides elevados podem ser reféns do ataque desses micróbios às artérias. Há trabalhos recentes demonstrando que algumas bactérias colaboram na formação de placas nos vasos sangüíneos, agravando o entupimento provocado pela gordura, conta Juliana Villalba. As agressoras, portanto, tornam-se o gatilho para a erupção de um infarto ou um derrame.

PERIGO EM DOSE DUPLA

O conflito que começa na boca semeia o suplício no corpo inteiro, principalmente se o dono dele for um diabético ou uma gestante. No caso das grávidas, a doença periodontal estimula o parto prematuro. Isso porque, quando as células de defesa rumam até a cavidade bucal para lutar com as bactérias, também liberam na circulação algumas substâncias as citocinas e as prostaglandinas que desregulam algumas funções em outros locais do organismo. E essas substâncias costumam acelerar o trabalho de parto, resume Sallum.

Os diabéticos são um caso à parte. Vivem numa situação duplamente complicada. O açúcar que se acumula na circulação por causa do distúrbio favorece todo tipo de problema de inflamações a abscessos nas mucosas. E, se nada disso é tratado, a produção de substâncias inflamatórias é tal que desencadeia de vez uma série de mecanismos no organismo, inclusive aquele que faz a insulina ser utilizada direito. O professor Sallum é categórico: Problemas como a doença periodontal alimentam o diabete. Há indícios de que, quando ela é resolvida, a glicemia fica sob controle com maior facilidade.

Todo mundo sabe, mas não custa reforçar: além da prevençãodiária, a visita ao dentista é pré-requisito de uma boca em ordem. Até porque existem problemas, como restaurações em decadência e dentes mal posicionados, que só podem ser resolvidos no consultório. E saiba que, quando não remediados, eles só oferecem mais dor de cabeça à sua vida. Literalmente. Setenta por cento das disfunções temporomandibulares (DTM) são relacionadas ao mau posicionamento dos dentes, conta o especialista em reabilitação oral Lauro Delgado, de São Paulo. E, por sua vez, a tal DTM é que muitas vezes aciona o incômodo constante na cabeça .

Médicos do Ambulatório de Cefaléias do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte (HCUFMG)analisaram 53 pacientes que viviam com dor e chegaram à conclusão de que 80% das queixas eram associadas à DTM. Não vale determinar uma relação de causa e efeito entre os dois problemas, diz o neurologista Antônio Teixeira, um dos autores da pesquisa. Mas o tratamento da DTM pode contribuir para o alívio do tormento, completa ele, que é professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Depois de tantas evidências, já deu para perceber que dentes saudáveis afastam males da cabeça aos pés. E isso, sim, é motivo de infindáveis sorrisos.

Fonte: Saúde.abril.com

Osesp se apresentará no BBC Proms, em Londres

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo fará, em agosto, uma turnê pela Europa. Passará pelos festivais de Wiesbaden (Alemanha), Aldeburgh (Inglaterra) e pela prestigiada casa de concerto Concertgebouw, em Amsterdã. Mas a prova de fogo será no BBC Proms. Apesar de ser o festival mais popular, é com ele que o conjunto brasileiro poderá se firmar internacionalmente.

Orquestra OSESP

O BBC Proms dura oito semanas e acontece desde 1895. Os ingressos são mais baratos, uma vez que é possível ficar em pé na plateia central do Royal Albert Hall. Os concertos são transmitidos pela BBC, tanto no rádio como na televisão. Há quem assista todos os concertos. É por isso que a apresentação da Osesp por lá é importante. Irá capturar não só a crítica especializada, mas os fãs de música clássica — que no final é o que importa.

Foi assim que aconteceu com Gustavo Dudamel, o regente mais badalado do momento. Ao conduzir a Orquestra Juvenil Simón Bolívar, da Venezula, no Proms de 2007, Dudamel atingiu outro padrão em sua carreira. Deixou de ser um rosto conhecido apenas entre especialistas para ser um queridinho do grande público. O que se seguiu foram documentários, prêmios e o cargo de diretor artístico na Filarmônica de Los Angeles.

A Osesp sabe disso e parte com artilharia pesada para a Europa. O pianista Nelson Freire se apresentará ao lado da orquestra no Proms. Se tudo der certo, a orquestra deverá voltar em breve.

Em tempo: A última apresentação é a mais conhecida do Proms: obras populares e canções patrióticas são executadas enquanto os ouvintes balançam bandeiras na plateia.

Fonte: Exame

Por que é tão difícil parar de fumar?

Que para de fumar não é uma coisa fácil todo mundo sabe, mas será que você sabe o porque disso? O blog da Branemark esclarece essa dúvida: Por que é tão difícil parar com esse vício?

Em primeiro lugar porque o tabagismo é uma doença e, como toda doença, é preciso ser tratada – não dá para simplesmente desistir de tê-la. Culpa da nicotina, substância que causa a dependência. Ela provoca alterações no sistema límbico – região do cérebro que comanda as emoções e as necessidades básicas do corpo, como comer e dormir. “São essas mudanças na estrutura cerebral que despertam a vontade de dar mais uma tragada, necessidade que se repete várias vezes ao dia”, conta o pneumologista Ciro Kirchenchtejn, que comanda o Ambulatório Antitabagismo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista.
A presença da nicotina na massa cinzenta diminui a produção natural de neurotransmissores que dão a sensação de prazer, como a dopamina e a serotonina. Sem contar tanto com elas, para o corpo voltar a se sentir bem, ele vai precisar da droga. A forte sensação de desprazer e outros sinais desagradáveis que ocorrem na ausência de nicotina é conhecida como síndrome de abstinência, um dos fatores que mais dificultam parar de fumar. “Quem consumia um maço por dia, por exemplo, enfrenta umas 20 crises de estresse diariamente por falta dessa substância”, completa. Isso sem falar na dependência psicológica, a falta que faz o velho hábito de estar com o cigarro por perto. Não é à toa que a maioria dos tabagistas simplesmente não consegue se livrar do vício na primeira tentativa. Cerca de 80% dos que param pra valer só são bem-sucedidos depois de tentar cinco vezes. Por isso, se você já tentou apagar o cigarro do seu cotidiano sem sucesso, não desista.

Fonte: Saúde.abril.com

Esclarecendo as dúvidas III – Quais as possíveis causas de falhas dos implantes?


As causas mais frequentes de fracasso são: higienização inadequada, falta de capacitação do profissional e estado complicado de saúde do paciente. Pessoas portadoras de diabetes ou fumantes, por exemplo, não são proibidas de receber implantes, mas é importante orientá-las quanto aos riscos. Algumas falhas, porém, ocorrem em casos aparentemente muito favoráveis e é praticamente impossível saber a causa real.

Açaí: os novos poderes da superfruta

Investigado por diversos centros de pesquisa, o fruto mostra sua força na defesa do cérebro, no controle do colesterol e até na prevenção do câncer. Por isso, hoje o Blog da Clínica Branemark te mostra o poder dessa fruta.

Diz a lenda que essa frutinha roxa com até 1,5 grama foi criada por Tupã, a entidade indígena associada aos trovões, para salvar uma tribo brasileira da fome. Aos olhos da ciência, porém, o açaí tem demonstrado que sua função mais trivial é forrar a barriga da gente. Entre seus feitos confirmados em laboratório estão a criação de barreiras protetoras para os neurônios, a derrubada dos níveis de colesterol e até mesmo a redução do risco de alguns tipos de câncer. Não é à toa, portanto, que a espécie típica dos ribeirinhos do Norte do país ganhe o mundo com status de superalimento – condição que faz com que nenhum estudioso se canse de vasculhar sua composição.

Vem da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, um novo trabalho que sinaliza o potencial de ação de sua polpa sobre a preservação da massa cinzenta. Os pesquisadores observaram que o consumo regular de açaí reduz a exposição das células nervosas a processos degenerativos e inflamatórios recorrentes, fenômeno que abre caminho ao colapso do tecido cerebral.

Uma das hipóteses que buscam explicar essa façanha é a presença de substâncias antioxidantes, em especial a antocianina, que combatem os radicais livres por trás de uma série de danos ao organismo. “Os antioxidantes do açaí conseguem bloquear a formação dessas moléculas nocivas no início do processo de ataque às células”, explica a especialista em tecnologia de alimentos Ediluci Tostes, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá. E a fruta amazônica não causa espanto apenas pela qualidade dos seus componentes. Em 1 litro da sua polpa, há 33 vezes mais antioxidantes que o encontrado em um mesmo litro de vinho tinto, bebida famosa por conter um monte desses ingredientes que varrem da circulação os temíveis radicais livres.

Além dessa propriedade, substâncias do porte da antocianina respondem por um efeito anti-inflamatório, o que soma forças para deixar em paz as estruturas e as conexões cerebrais. Na prática, isso significa uma menor probabilidade de ocorrer um comprometimento crônico e progressivo de funções cognitivas, como a memória e a coordenação motora. “É por isso que o açaí teria uma ação preventiva contra males neurodegenerativos, caso das doenças de Par-kinson e Alzheimer”, completa Ediluci.

A mesma antocianina que protagoniza benefícios ao cérebro pode afastar outro problema que ameaça tanto a massa cinzenta quanto o coração. É que sua ação antioxidante auxilia a debelar a formação de placas nos vasos sanguíneos, o que pode culminar em derrames e infartos. E é justamente esse papel protetor das artérias o que tenta provar o cardiologista Eduardo Augusto Costa, professor da Universidade Federal do Pará.

Ele dividiu a população da pequena cidade de Igarapé-Miri, no estado paraense, em dois grupos: consumidores frequentes da fruta e pessoas que não a comiam. “Descobrimos que indivíduos que a ingerem regularmente apresentam taxas mais elevadas de HDL, a fração boa do colesterol”, conta Costa. “Enquanto isso, os níveis de LDL, o colesterol ruim, estavam em níveis aceitáveis e melhores do que os índices dos não consumidores da fruta”, completa.

Já na Universidade de São Paulo (USP), a atenção está voltada para outra substância, que surge quando a polpa é adicionada ao leite antes da fermentação por bactérias, o que dá origem ao iogurte. “Durante esse processo, o ácido linoleico do leite é transformado em ácido linoleico conjugado, o chamado CLA”, explica a farmacêutica Maricê Nogueira de Oliveira, da USP. E hoje há indícios de que essa espécie de gordura auxiliaria a impedir o aparecimento de alguns tumores, como os de pele, mama e intestino.

O CLA teria outros efeitos dignos de nota. “Sua ingestão diária poderia diminuir a massa gorda, aumentar a magra e até fortalecer o sistema imune”, diz Maricê. Se as defesas estão em alta, as chances de sucesso do câncer despencam. O iogurte à base de açaí e dotado de CLA deve chegar ao mercado em breve, representando uma alternativa mais magra diante das tigelas e seus complementos engordativos vendidos por aí. Será uma nova e vantajosa opção para prestigiar a superfruta na rotina.

O que ele tem
A quantidade de macronutrientes em uma porção de 100 gramas de açaí
Carboidratos 42,53 g
Gorduras 40,75 g
Proteínas 8,13 g

Companhias que engordam

O açaí em si é calórico, mas os outros ingredientes da tigela é que costumam transformar a receita numa bomba. Quem precisa emagrecer deve ficar atento

Mel 92,2 kcal (3 colheres = 30 g)

Granola 152 kcal (5 colheres = 50 g)

Banana 92 kcal (100 g)

Polpa de açaí 247 kcal (100 g)

 

Por que a fruta é uma campeã

Os números não mentem. Na tabela comparativa, ela desbanca outros alimentos no que diz respeito à quantidade de micronutrientes

Cálcio
Leite 104 mg
Açaí 330 mg

Ferro
Feijão-carioca 1,3 mg
Açaí 4,5 mg

Potássio
Banana 376 mg
Açaí 900 mg

Antocianinas 
Vinho 0,1 mg
Açaí 0,4 mg

Zinco
Brócolis 0,2 mg
Açaí 2,8 mg

Fonte: Saúde.abril.com

Exercício físico e cafeína reduzem risco de câncer de pele por exposição ao sol

Pesquisadores da Universidade Estadual de Rutgers, nos Estados Unidos, descobriram que combinar cafeína com atividade física pode proteger as pessoas contra o câncer de pele provocado pela exposição ao sol.

O estudo da equipe, apresentado no encontro anual da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer, que vai até esta quarta-feira, em Chicago, ainda sugeriu que essa associação também é capaz reduzir os níveis de gordura no corpo e prevenir inflamações relacionadas a certos tipos de cânceres ligados à obesidade.

Os autores do estudo analisaram camundongos que foram expostos à radiação ultravioleta e, portanto, tinham alto risco de desenvolver câncer de pele. Eles observaram que os animais que ingeriram doses líquidas de cafeína e correram em uma roda de corrida durante 14 semanas apresentaram um risco 62% menor de ter câncer de pele comparados àqueles que consumiram água e que não se exercitaram. Além disso, mesmo quando esses camundongos desenvolveram a doença, o tamanho de seus tumores foi, em média, 85% menor.

Embora mais reduzidos, os efeitos da cafeína e dos exercícios físicos individualmente também foram positivos. Os pesquisadores descobriram que os camundongos que somente receberam doses de cafeína tiveram 27% menos chances de desenvolver câncer de pele e tumores 61% menores do que os animais que beberam somente água.

Por outro lado, o risco de desenvolver esse tipo de câncer foi 35% menor em camundongos que somente se exercitaram em relação aos que não praticaram nenhuma atividade, e o tamanho de seus tumores foi em média 70% menor.

Outros benefícios – A equipe de pesquisadores também observou que a combinação de exercício físico e cafeína reduziu o peso e quadros de inflamação dos animais. Para chegarem a esses resultados, os cientistas deram aos mesmos camundongos, durante duas semanas, uma dieta rica em gordura. Alguns animais também receberam doses de cafeína, outros fizeram atividade física e outros ingeriram o composto e também se exercitaram. Após esse período, foram calculados os níveis de gordura no tecido adiposo dos animais.

Em comparação com camundongos que beberam água e não se exercitaram, aqueles que consumiram cafeína e fizeram atividades físicas tiveram uma redução de 63% nos níveis de gordura nas células. A cafeína individualmente reduziu essa taxa em 30% e os exercícios, isoladamente, em 56%. Além disso, segundo o estudo, a combinação diminuiu em até 92% os quadros de inflamação no organismo, assim como a quantidade de citocina, molécula que age como um mensageiro que desencadeia uma inflamação no corpo.

O coordenador do estudo, Yao-Ping Lu, acredita que esses resultados podem ser extrapolados para humanos, contribuindo para novas abordagens de prevenção e tratamento para determinados tipos de câncer.

Fonte: Exame

30 trocas para melhorar a sua alimentação

alimentação certa para quem corre não significa evitar o que se adora comer ou viver em regime. A boa nutrição envolve conhecer comidas deliciosas que são ainda melhores para sua saúde. E é fácil dar um salto de qualidade na dieta substituindo alimentos que já são saudáveis por outros que ofereçam ainda mais benefícios para sua saúde e performance na corrida. Por isso o Blog da  Branemark apresenta para você, as 30 trocas que você pode fazer nas suas refeições diárias para impulsionar suas passadas.

Prato de cereais

 

Quando problemas de saúde comuns – como alergias, dores de cabeça ou refluxo de ácido – nos pegam no meio da corrida, às vezes é difícil para você, ou até para o médico, descobrir e resolver o problema. A seguir, especialistas dão soluções simples para seis sintomas que atingem corredores.

1)TROQUE Bebidas esportivas

POR Leite desnatado

QUANDO? Em casa, após um treino pesado

POR QUÊ? Depois de correr, é delicioso se refrescar com uma bebida esportiva. “Mas o leite desnatado é uma boa fonte de proteínas e carboidratos de qualidade, além de ser absorvido rapidamente”, diz o nutricionista inglês Drew Price. Estudos indicam que o leite exerce melhor a tarefa de acelerar nossa recuperação e aumentar o tempo em que chegaremos à exaustão no próximo treino. Ele também repõe aminoácidos e sais minerais perdidos na transpiração. Por isso, pode fazer o papel de repositor de líquidos após a atividade física.

2)TROQUE Amendoim

POR Amêndoa, castanha-do-pará e castanha de caju

QUANDO? No lanche das 11h

POR QUÊ? A troca de um pacotinho de amendoim pela mesma quantidade dessas outras oleaginosas é bem melhor para regular os níveis de glicose no sangue ao longo da primeira metade do dia. “Quando consumidas juntas, as três são mais completas em termos proteicos e são uma fonte de energia mais duradoura que açúcar e carboidratos”, diz a nutricionista australiana Simone Laubscher.

3)TROQUE Mel

POR Xarope de agave

QUANDO? Para dar vida longa ao café da manhã

POR QUÊ? Você adora espalhar mel na banana picada, no cereal e em tudo que vê pela frente? Faz sentido, já que ele é docinho e fornece energia. “Mas o agave é extraído de um cacto e tem mais frutose (que tem baixo índice glicêmico) que o açúcar”, diz Simone. “Isso limita os picos repentinos de glicose e, consequentemente, a queda de energia.” O xarope de agave orgânico Endul (www.sitiodomoinho.com) é 100% natural e não altera o sabor dos alimentos.

4)TROQUE Batata

POR Batata-doce

QUANDO? Quando precisar de um almoço farto

POR QUÊ? Essa parente doce da batata tem menor índice glicêmico. “Isso quer dizer que esse carboidrato é processado mais lentamente pelo organismo e não induz picos nos níveis de açúcar ou na liberação de insulina”, explica Price. Ela também contém mais antioxidantes para fortalecer o sistema imunológico.

5)TROQUE Café expresso

POR Café coado

QUANDO? Quinze minutos antes do treino

POR QUÊ? Presente no café, a cafeína estimula o metabolismo e ajuda a emagrecer. Estudos indicam que o consumo de 2 a 3 xícaras de café antes do treino ajuda a evitar dores musculares e estimula o corpo a usar mais a gordura que carboidrato como fonte de energia. Mas prefira o café de coador. “Os filtros de pano ou papel impedem a passagem das gorduras dos grãos, que podem elevar as taxas do mau colesterol [LDL] no sangue”, diz a nutricionista Rosana Costa.

6)TROQUE Azeite de oliva

POR Óleo de semente de linhaça

QUANDO? Para temperar a salada

POR QUÊ? Dá suporte aos seus ligamentos. O óleo de semente de linhaça tem bem mais ácidos graxos ômega 3 que o azeite de oliva extravirgem. “O ômega 3 ajuda a manter a saúde e a estrutura das juntas, o que é essencial durante exercícios regulares de impacto”, afirma Simone Laubscher. Nos supermercados, você encontra o óleo de linhaça extravirgem Pazze. Seu sabor é leve e com toque acastanhado. Guarde na geladeira, pois estraga com facilidade se exposto a luz e calor.

7)TROQUE Cereal de flocos de milho açucarado

POR Aveia

QUANDO? Antes de sair para o trabalho

POR QUÊ? Por ser repleta de carboidratos de liberação lenta (que mantêm seus níveis de energia por mais tempo), ao contrário dos cereais matinais cheios de açúcar. “Ao mesmo tempo, a aveia tem menos fibras que os cereais integrais industrializados — ou seja, diminui as chances de você ter um desconforto intestinal”, afirma Price. Vale misturar com um pouco de amêndoa, morango picado e xarope de agave.

8)TROQUE Pão preto

POR Pão integral

QUANDO? Nos sanduíches

POR QUÊ? “A maioria desses pães pretos não passa de pães brancos cheios de corante”, explica Price. “Ao escolher pães com grãos e sementes visíveis, você vai saber que está consumindo mais fibras, que ajudam na digestão e reduzem o risco de um câncer de cólon.” Uma boa opção é o Pão 100% Integral 14 Grãos da Nutrella.

9)TROQUE Ervilhas

POR Couve-manteiga

QUANDO? Como acompanhamento no jantar

POR QUÊ? Ao substituir os legumes comuns por hortaliças com folhas de tons verde-escuros, como espinafre e couve, você aumenta o consumo de magnésio, benéfico ao coração. “O magnésio é vital para um bom relaxamento muscular e, portanto, é capaz de combater a síndrome das pernas inquietas, ou contrações musculares involuntárias, após uma corrida no começo da noite”, diz Simone Laubscher.

10)TROQUE Barrinhas energéticas

POR Oleaginosas e frutas secas

QUANDO? Para evitar a sonolência à tarde

POR QUÊ? O açúcar sem fibras contido nas barrinhas é um problema, a menos que seja logo antes de correr. “Uma porção de oleaginosas [castanhas, nozes, etc.] contém gorduras saudáveis e muita fibra”, explica Price. “Frutas secas contêm bastante açúcar, é verdade, mas suas fibras reduzem o índice glicêmico desses alimentos”. Sem contar as vitaminas e sais minerais, que geralmente não existem nas barrinhas. Quer praticidade? O mix de amêndoas com passas Iracema traz castanha de caju, castanha-do-pará, amêndoas, avelã, amendoim e uva-passa.

11)TROQUE Atum em lata

POR Sardinha em lata

QUANDO? Depois de uma sessão intensa de treino

POR QUÊ? Substitua aquele atum enlatado, cujas proteínas são fantásticas para a recuperação, por algo semelhante, mas com muito mais gorduras ômega 3. “As gorduras poli-insaturadas são importantes para reduzir a inflamação e a dor muscular. Além disso, pesquisas mostram que as ômega 3 contribuem para a liberação contínua de energia dos atletas”, afirma Price. Uma opção saudável é a Sardinha Ramirez, conservada em água, com apenas 84 calorias em 60 g.

12)TROQUE Brownie

POR Bolo americano

QUANDO? Sempre que tiver desejo por bolo

POR QUÊ? “Permanecer animado durante o dia depende da saciedade, e não só do humor”, diz Simone. O bolo tipo americano é recheado de frutas secas e, por isso, fornece ao corpo uma boa dose de energia, mas sem causar picos de glicemia. “Prefira sempre as versões integrais, que mantêm o índice glicêmico equilibrado, mesmo durante as atividades físicas”, diz a nutricionista Jaqueline Bernardini, especialista em fisiologia do exercício pela Unifesp. Uma alternativa de bolo americano é a versão com nozes e damasco da Fin’arte. Cada fatia com 60 g contém apenas 200 calorias.

13)TROQUE Homus

POR Coalhada

QUANDO? Para um lanche light e saboroso

POR QUÊ? Os dois são bastante nutritivos, mas o homus é mais calórico: 315 kcal em 100 g, contra 260 kcal da coalhada. Além disso, a coalhada (leite fermentado) possui teor reduzido de lactose (açúcar do leite), o que ajuda a evitar distúrbios digestivos. “É um alimento construtor, pois ajuda na reparação de ossos e músculos, o que é bom para quem pratica atividade física regularmente”, explica Patrícia Davidson, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). E ainda tem 15 mg de cálcio, 4 g de proteína, 270 mg de fósforo e 18 mg de lipídeos (por 100g).

14)TROQUE Peito de frango

POR Bife

QUANDO? No almoço de sábado, depois do longão

POR QUÊ? A carne vermelha tem a reputação injusta de ser repleta de gordura saturada. “Mas, assim como o frango, é rica em nutrientes e a gordura extra é um sinal de densidade energética, algo vital para a recuperação pós- treino”, diz Price. Para evitar o excesso de gordura saturada, fuja dos molhos gordurosos e prefira cortes magros, como contrafilé (para fritar) e coxão mole (para assar).

15)TROQUE Ketchup

POR Molho vinagrete

QUANDO? Para dar ao jantar um toque saudável

POR QUÊ? O ketchup contém bastante tomate, rico em licopeno e ótimo contra o câncer, mas, em excesso, pode ameaçar sua boa forma. “O vinagrete não tem açúcar, também tem tomate e a adição de cebola e outros temperos significa uma variedade maior de nutrientes”, diz Laubscher.

16)TROQUE Macarrão branco

POR Macarrão integral

QUANDO? No jantar na véspera de uma prova

POR QUÊ? “Se a ideia é praticar exercícios de resistência, é importante reduzir o índice glicêmico das suas refeições”, diz Price. “Quanto mais estáveis os níveis de açúcar no sangue, mais consistente a energia durante a corrida.” O macarrão integral, além de baixo índice glicêmico (libera glicose no sangue aos poucos), contém mais fibras e vitaminas que o branco. O macarrão instantâneo integral Mãe Terra tem 250 calorias e 8 g de fibras.

17)TROQUE Sal

POR Glutamato monossódico

QUANDO? Se você está preocupado com as cãibras

POR QUÊ? Quer evitar cãibras? Você pode equilibrar seus níveis de sais minerais, sem exagerar no sal e colocar sua saúde em risco. Basta apelar para um substituto. “O glutamato contém apenas um terço da quantidade de sódio do sal marinho, mas sem comprometer o sabor”, diz Jaqueline Bernardini. No supermercado, a marca mais conhecida desse produto é o Tempero Ajinomoto. Cada 1 g do produto contém 125 mg de sódio (contra 390 mg do sal marinho).

18)TROQUE Arroz agulhinha

POR Arroz basmati

QUANDO? Para ter pique durante o dia

POR QUÊ? O arroz contém dois tipos de amido: um é de liberação rápida, ou índice glicêmico alto, e o outro de liberação lenta, ou índice glicêmico baixo. “O arroz basmati [como os da marca Casino e Atelier] contém bem mais amido de liberação lenta, então manterá constantes seus níveis energéticos”, afirma Price. Assim, se você incluir esse arroz no almoço, tem energia para enfrentar o dia de trabalho. Se comer no jantar, não acorda com os níveis de glicose no sangue muito baixos.

19)TROQUE Vinho branco

POR Vinho tinto

QUANDO? Para relaxar

POR QUÊ? Para celebrar a chegada da sexta-feira ou de um novo recorde pessoal, seria melhor abrir uma garrafa de vinho tinto que um branco. O índice glicêmico do tinto é menor; além disso, ele tem mais bioflavonoides, que promovem melhor fluxo sanguíneo para os músculos, sem contar as propriedades antioxidantes do resveratrol, encontrado na casca das uvas vermelhas.

20)TROQUE Camembert

POR Queijo de cabra

QUANDO? Para acompanhar o vinho

POR QUÊ? Dentre os alimentos, os laticínios pasteurizados são alguns dos que mais formam muco no pulmão. Isso pode afetar a função respiratória, limitando o transporte de oxigênio aos músculos e atrapalhando o desempenho. O queijo feito com leite de cabra dá menos secreção, pois tem baixo índice de lactose e causa menos alergia. Assim você fica muito mais disposto.

21)TROQUE Shakes de proteína de soro de leite (“whey”)

POR Shakes de proteína de leite

QUANDO? Depois da academia

POR QUÊ? A proteína do soro de leite é absorvida rapidamente pelo corpo. Entretanto, o concentrado de proteínas do leite contém, além do próprio soro, uma proteína chamada caseína micelar. Essa combinação traz benefícios mais duradouros aos músculos. “A caseína é de liberação lenta: fornece proteínas a conta-gotas para o organismo, auxiliando a recuperação por horas, não minutos”, explica Price.

22)TROQUE Refresco de fruta

POR Suco natural de maçã

QUANDO? Depois de um treino pesado

POR QUÊ? Algumas bebidas, como os refrescos, chegam a ter apenas 5% de fruta na fórmula. Por isso, procure por sucos que são feitos com 100% de fruta. Para o pós-treino, a maçã é uma boa pedida: é rica em polifenóis, antioxidantes com propriedades anti-inflamatórias, que o deixarão mais protegido contra danos musculares. Um copo de 200 ml tem em média 100 calorias e 19 g de carboidratos.

23)TROQUE Alimentos brancos

POR Alimentos coloridos

QUANDO? Para toda a eternidade

POR QUÊ? “Nas frutas, verduras e legumes, o colorido é sinal de mais fitoquímicos, substâncias que reduzem a inflamação muscular”, afirma Price. “No caso das fontes de proteínas, a cor significa menos gorduras e açúcares e mais nutrientes essenciais, como o ferro.” E sim, infelizmente o que chamamos de alimentos brancos são delícias como pão francês, pão doce e outros produtos de padaria, que possuem alto índice glicêmico: causam picos e consequentes quedas bruscas nos seus níveis de glicose e, também, de energia. Resultado: você logo fica com fome novamente.

24)ROQUE Chá verde

POR Chá Oolong

QUANDO? Pouco antes de deitar

POR QUÊ? Porque nada é mais relaxante após um dia de trabalho no escritório ou treinando do que uma caneca de líquido quente. Ambos os chás são originários da planta Camellia sinensis. “Mas o oolong é semifermentado, o que lhe confere cinco vezes mais flavonoides que o chá-verde”, diz Patricia Davidson, nutricionista funcional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com mais poderes antioxidantes, você estará novo para o treino do dia seguinte. Os chás da marca The Gourmet Tea estão à venda em vários pontos do Brasil (www.thegourmettea.com.br).

25)TROQUE Leite de vaca

POR Leite de soja ou de arroz

QUANDO? Para treinar com energia sem se sentir estufado

POR QUÊ? O leite puro e branquinho não é necessariamente o mais saudável. “O leite de soja ou de arroz requer menos ácido estomacal [que o de vaca] para ser digerido”, diz Simone Laubscher. “E, quando o sistema digestivo não fica travado digerindo uma só coisa, você se sente mais leve e consegue obter mais nutrientes dos outros alimentos.” Boas opções: Bebida à Base de Soja Original Native e Bebida Orgânica de Arroz Isola Bio.

26)TROQUE Alface

POR Espinafre

QUANDO? Para turbinar a salada

POR QUÊ? Se quiser deixar seu prato ultrassaudável, acrescente espinafre em vez de outras folhas comuns. Por ser uma das melhores fontes de ferro, essa hortaliça melhora o desempenho esportivo e aumenta a quantidade de oxigênio que o sangue é capaz de transportar para os músculos.

27)TROQUE Cream chesse light

POR Queijo processado pasteurizado light

QUANDO? No lanche da tarde

POR QUÊ? Cálcio é essencial para a força dos ossos, e ter uma alta densidade desse elemento químico protege contra canelite e outras complicações mais sérias, como a osteoporose. Enquanto o cream cheese light praticamente não possui cálcio em sua composição, produtos como o Polenquinho Light, por exemplo, têm 130 mg (em 30 g) e ainda metade do teor de gordura, 20% menos calorias e entre 30% e 60% mais proteína.

28)TROQUE Água com gás

POR Água natural

QUANDO? Ao sair para jantar

POR QUÊ? A água com gás não deixa de ser uma boa pedida para o jantar, pois limpa o paladar entre uma garfada e outra. Mas, se a ideia é melhorar o desempenho no treino ou prova no dia seguinte — quando seu estômago ainda estiver se recuperando da sobremesa —, fique com a opção sem gás. “A água natural ajuda a formar mais alcaloides, com alta concentração de minerais,” diz Simone. “Quanto mais alcalino estiver o corpo, melhores serão a performance e a recuperação.” Isso porque a acidez do corpo é reduzida e nosso organismo fica mais equilibrado.

29)TROQUE Parmesão

POR Sementes de abóbora e girassol

QUANDO? Para incrementar a salada

POR QUÊ? Ao salpicar algo sobre as folhas, você dá um pouco de emoção à velha salada. Mas tente deixar de lado a saborosa gordura do parmesão ralado. “As sementes de abóbora e girassol são ricas em sais minerais que protegem as juntas e ligamentos da inflamação, o que é especialmente útil quando se corre bastante no asfalto”, diz Laubscher.

30)TROQUE Pudim de leite condensado

POR Sobremesa à base de iogurte

QUANDO? Se precisa comer algo antes de dormir

POR QUÊ? O treino foi ótimo e o jantar, na medida. Mas faltou um docinho para arrematar. “O iogurte é fonte de probióticos, microrganismos que consomem a lactose e o açúcar do leite, deixando-o mais leve”, diz Patricia Davidson. Os probióticos também ajudam a regular o intestino e aumentar nossa imunidade. A Sobremesa Activia sabor Torta de Limão tem 97 calorias e 103 g de cálcio.

Fonte: Exame

USP organiza concertos com músicos online

Um grupo de músicos da Universidade de São Paulo (USP) está tendo a oportunidade de criar composições e tocar com musicistas do exterior sem que tenham que sair do Brasil ou que estrangeiros precisem vir ao país.

Por meio de redes de internet de alta velocidade, eles vêm organizando concertos com músicos de países tão longínquos como a Irlanda do Norte, no Reino Unido, com quem promoveram no final de março, pela segunda vez, o Net Concert – um concerto via internet, realizado simultaneamente na capital do país anglo-saxão, Belfast, e em São Paulo.

A experiência integra um projeto, realizado por pesquisadores da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) em colaboração com o Instituto de Matemática e Estatística (IME), com apoio da Fapesp, que tem como objetivo a utilização e o desenvolvimento de processos interativos no âmbito da produção musical mediada tecnologicamente.

Um dos temas do projeto é a música em rede (networked music), como é definida a nova categoria de música surgida com o advento da internet que, em função da possibilidade de comunicação imediata, permitiu novas possibilidades de se pensar e fazer música com músicos e intérpretes dispersos em diferentes lugares no mundo.

Por meio de um convênio com a Queen University Belfast (QUB) – a instituição que vem liderando as pesquisas na área na Europa –, os pesquisadores brasileiros começaram a desbravar nos últimos anos esta área de estudo na América Latina.

“A música em rede vem sendo estudada há mais de 20 anos na Europa e nos Estados Unidos, onde está sendo desenvolvida a maior parte das ferramentas utilizadas hoje nas pesquisas na área. E nós estamos tentando criar um núcleo de pesquisa sobre networked music em São Paulo”, disse Julián Jaramillo Arango, um dos pesquisadores envolvidos no projeto.

De acordo com o pesquisador, que realiza doutorado com Bolsa da Fapesp, desde 1990 há compositores que vêm pesquisando e desenvolvendo criações musicais utilizando redes digitais como plataforma de criação.

Um dos principais desafios com os quais eles vêm lidando para trabalhar com música em redes digitais é sincronizar os eventos, fazendo com que grupos de músicos e intérpretes dispersos em diferentes lugares no mundo tenham uma unidade comum e compartilhada de tempo, que é fundamental na música.

“A rede tem limitações, como um retardo (delay) no envio e recebimento de sinal de um lugar para o outro. E nós tentamos incorporar essas descontinuidades nas obras”, explicou Arango.

Uma das estratégias utilizadas pelos pesquisadores para lidar com essas defasagens de tempo nas redes digitais é usar duas telas de projeção de imagens nos dois lugares onde estão os músicos e os intérpretes participantes do concerto virtual, como o Net Concert.

Na primeira tela, os músicos e intérpretes em São Paulo podem ver seus colegas em Belfast, por exemplo, e vice-versa. Já a segunda tela é uma partitura em tempo real das composições, chamada online core, com cifras musicais, além de imagens que os músicos e intérpretes só visualizam no momento exato de execução da peça por meio de comandos enviados pelo regente simultaneamente para os dois lugares onde estão.

“Essa é uma forma de reger os grupos de músicos e intérpretes em cada local e fazer com que eles possam se sincronizar, para a qual nós tivemos de preparar um software específico para operar em rede”, disse Arango.

Ambiente propício para a improvisação

Segundo o pesquisador, a produção de um concerto em rede é um processo longo e que envolve, entre outros fatores, conhecer as diferenças culturais dos músicos e intérpretes de diferentes países para, a partir disso, tentar criar algo em conjunto.

Para produzir o Net Concert, por exemplo, os pesquisadores brasileiros começaram a reunir os músicos e intérpretes, selecionar as composições e realizar os ensaios e testes de conexões de áudio e vídeo desde o último mês de janeiro.

Além de preparar toda a infraestrutura, os pesquisadores brasileiros também ajudaram a compor uma das cinco peças apresentadas no concerto, onde interagiram com músicos em Belfast via internet em tempo real. Arango é um dos compositores da composição vocal “Ser Voz”, de Michelle Agnes, que abriu o concerto.

É uma composição para quatro vozes e bocas, sendo duas masculinas, do Brasil, e outras duas femininas, de cantoras em Belfast. Durante a performance musical e teatral são capturados os movimentos em close dos lábios de cada intérprete e projetados lado a lado em um telão.

Já em outra composição, denominada “Cipher Series”, de Pedro Rebelo, um contrabaixista em São Paulo “duelou” com um pianista em Belfast, estimulados por partituras gráficas, em uma performance semelhante à de uma jam session, como são chamados os momentos de improvisação no jazz.

“A música em rede permite aos músicos de diferentes lugares no mundo desenvolver seu conhecimento musical na performance e acaba ressaltando o improviso”, avalia Arango.

“A interação social é um traço importante da interpretação musical. A rede acentua a presença remota e isso gera um ambiente propício para a improvisação, em que a partir do que o outro está tocando um musicista toma as decisões do que irá tocar, imitando o que o outro está fazendo ou realizando uma variação, de acordo com sua formação e imaginação musical”, exemplificou.

De acordo com Arango, a música em rede não está voltada apenas para uma linguagem musical contemporânea, como a música eletrônica. Apesar de estar trabalhando atualmente com compositores mais voltados para uma linguagem contemporânea e com grupos de música de câmara – integrados por instrumentos musicais convencionais, como piano, contrabaixo, flauta, saxofone e percussão, além de instrumentos eletrônicos, sintetizadores e computadores –, a nova categoria de música é aberta a todos os estilos e tipos de instrumentos musicais.

“A rede não é algo que dará como resultado um tipo de conteúdo musical particular. Ela é mais uma plataforma para que qualquer tipo de música, da mais erudita até a mais popular, possa ser pensada e levada adiante”, afirmou.

Os pesquisadores brasileiros pretendem criar um acervo de composições para música em rede em parceria com o grupo da Queen University Belfast. Além disso, também planejam realizar um novo concerto via internet unindo, além de músicos em São Paulo e em Belfast, também em uma terceira cidade. “Possivelmente, nós trabalharemos este ano para fazer isso”, disse Arango.

Fonte: Exame

Fique por dentro

As palavras empregadas pelos implantodontistas nem sempre fazem parte do nosso vocabulário. Por
isso, selecionamos os termos mais empregados por esses especialistas e montamos um miniglossário.
Assim, você vai poder conhecer o significado dessas palavras e se comunicar sem dificuldades.

Carga imediata
Trata-se de um tipo de procedimento cirúrgico em que o implante é colocado e, imediatamente, encaixa-se uma prótese provisória ou definitiva sobre o implante. Há casos em que não é possível realizar esse tipo de procedimento e a prótese só é instalada sobre o implante após sua cicatrização.

Enxerto ósseo
Trata-se da colocação de osso em uma região a partir da retirada de osso de uma área doadora. Quando o paciente apresenta uma grande perda óssea, recomenda-se que, antes da realização dos implantes, faça-se um enxerto. Normalmente, o osso doador localiza-se em outras áreas da boca do paciente ou então em outras regiões do corpo, tais como crânio, costelas, tíbia e bacia (osso ilíaco).

Ilíaco
É o nome do osso da bacia. No caso dos enxertos ósseos, o ilíaco costuma ser bastante utilizado como osso doador.

Implante
São cilindros ou parafusos de titânio colocados na boca do paciente e que funcionam como a raiz de um dente. Graças a esses pinos de titânio, os dentes artificiais (próteses) instalados sobre os implantes são capazes de exercer um papel semelhante ao dos dentes naturais, proporcionando, por exemplo, segurança durante a mastigação.

Osseointegração
É a capacidade do osso de se integrar ao titânio, reconhecendo o metal como parte de sua estrutura, sem que ocorra rejeição.

Perda óssea
Processo que tem início a partir do momento em que um dente natural é removido, quer seja por causa de um acidente, de uma cárie, de um traumatismo ou por qualquer outro motivo. O tecido ósseo vai “sumindo”, ou seja, vai sendo reabsorvido pelo organismo.

Prótese
É o nome que se dá aos dentes artificiais que são colocados no lugar de um dente natural. Há próteses removíveis, fixas e próteses suportadas por implantes.

Prótese removível
São as famosas “pontes móveis”, que podem ser empregadas para substituírem apenas alguns dentes (nesse caso, os dentes naturais adjacentes servem de apoio) ou todos os dentes (caso das dentaduras). Quem usa essas próteses precisa removê-las diariamente para higienização.

Prótese suportada por implante
Há dois tipos de próteses suportadas por implantes: as provisórias e as definitivas. Ambas são instaladas sobre os implantes, com a diferença de que a prótese provisória permanece na boca do paciente apenas durante o período de cicatrização do implante. A prótese provisória é um dos passos mais importantes da reabilitação. Além de permitir que o paciente não fique sem dente em nenhum momento e possa ter uma ideia de como ficará, visualmente, o resultado final de seu tratamento, é durante seu período de uso que o protesista conseguirá definir questões como estética, altura da mordida, fonética e função. A prótese provisória é fixa e oferece conforto e segurança ao paciente. Depois da avaliação e dos devidos ajustes do protesista, a prótese provisória será substituída pela definitiva.

Titânio
Metal que, em sua forma sólida e pura, não sofre corrosão. Além disso, o osso é capaz de se integrar ao titânio, reconhecendo-o como parte de sua estrutura, sem que ocorra qualquer tipo de rejeição.

 

Dentes para sempre: seu papel é muito importante

Tal como um dente natural, quem faz um implante pode ter um dente que durará para sempre. Mas, não basta que o tratamento tenha sido realizado da melhor maneira possível, levando em conta as características de cada pessoa. O papel do paciente também é fundamental para garantir o sucesso e a durabilidade do implante.

Pesquisas têm mostrado que, entre os poucos casos de insucesso nos tratamentos, a maioria é causada pela falta de uma higiene adequada. Isso leva à formação de placa bacteriana entre as raízes artificiais e as gengivas. Basicamente, os cuidados de higiene que devemos destinar às próteses encaixadas sobre os implantes são idênticos aos cuidados que precisamos ter com os dentes naturais.

Aliás, esclarecer suas dúvidas sobre como cuidar adequadamente da higiene bucal deve ser um dos primeiros passos de qualquer processo de reabilitação do sorriso. Pergunte ao seu dentista sobre quantas vezes você deve escovar os dentes, a maneira correta de escová-los, o tempo de escovação, o uso do fio dental e o creme dental adequado. O profissional vai orientá-lo sobre o tipo de higienização mais recomendado para o seu caso.

Também é imprescindível comparecer ao seu dentista periodicamente, respeitando os prazos estabelecidos para o acompanhamento e a manutenção de seu tratamento.

Anualmente, indica-se fazer pelo menos um controle radiográfico e clínico.

Outra recomendação importante: evite ingerir alimentos excessivamente duros, que podem quebrar até mesmo dentes naturais. Claro que, se houver algum dano apenas na prótese colocada sobre o implante, esta poderá ser removida e reparada pelo dentista sem maiores problemas.

Além disso, tente reduzir a ingestão de alimentos com corantes que, a longo prazo, alteram a cor das próteses.